terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A função cultural das tecnologias digitais


Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: Licenciatura em Computação
Componente Curricular: Prática Pedagógica do Ensino da Computação VI
Professora: Ms.Maria do Rosário Gomes Germano
Aluno: Mércio Aurélio Almeida Vieira


 TEXTO 7- A função cultural das tecnologias digitais – Atividade: Considerando a leitura do texto explique qual a função das tecnologias digitais.




A função cultural das tecnologias digitais



As tecnologias vêm adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. Houve época em que era necessário justificar a introdução das novas tecnologias da informação e comunicação (NTICS) na escola. Hoje já existe consenso quanto à sua importância. Entretanto o que vem sendo questionado é da forma com que essa introdução vem ocorrendo.
A tecnologia sempre afetou o homem: das primeiras ferramentas, por vezes consideradas como extensões do corpo, à máquina a vapor, que mudou hábitos e instituições, ao computador que trouxe novas e profundas mudanças sociais e culturais, a tecnologia nos ajuda, nos completa, nos amplia.... Facilitando nossas ações, nos transportando, ou mesmo nos substituindo em determinadas tarefas, os recursos tecnológicos ora nos fascinam, ora nos assustam...
A Tecnologia não causa mudanças apenas no que fazemos, mas também em nosso comportamento, na forma como elaboramos conhecimentos e no nosso relacionamento com o mundo. Vivemos num mundo tecnológico, estruturamos nossa ação através da tecnologia, “os media eletrônicos são extensões do sistema nervoso, do corpo e também da psicologia humana”.
Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia, a Internet, a telemática trazem novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como consequência, a um pensar diferente.
BORBA (2001) vai um pouco mais além, quando coloca “seres-humanos-com-mídias” dizendo que” os seres humanos são constituídos por técnicas que estendem e modificam o seu raciocínio e, ao mesmo tempo, esses mesmo seres humanos estão constantemente transformando essas técnicas.” (p.46).
Dessa mesma forma devemos entender as NTICS. Elas não são uma ferramenta neutra que usamos simplesmente para apresentar um conteúdo. Quando as usamos, estamos sendo modificados por elas.
O principal objetivo, defendido hoje, ao adaptar as NTICS a educação, está na utilização do computador como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos para uma sociedade informatizada.
Entretanto esse assunto é polêmico. No começo, quando as escolas começaram a introduzir a Informática no ensino, percebeu-se, pela pouca experiência com essa tecnologia, um processo um pouco caótico. Muitas escolas introduziram em seu currículo o ensino da Informática com o pretexto da modernidade. Os objetivos principais eram o contato com a nova tecnologia e oferecer a formação tecnológica necessária para o futuro profissional na sociedade. 
Com o passar do tempo, algumas escolas, percebendo o potencial dessa ferramenta introduziram a Informática educativa, que, além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo a utilização dessa ferramenta como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados.
Vivemos em um mundo tecnológico, onde as NTICS são uma das peças principais. Conceber as NTICS como apenas uma ferramenta é ignorar sua atuação em nossas vidas. E o que se percebe?! Percebe-se que a maioria das escolas ignora essa tendência tecnológica, do qual fazemos parte. Cerceiam assim, todo o processo de desenvolvimento da escola como um todo e perdem a oportunidade de fortalecer o processo pedagógico.







resenha: As tecnologias de comunicação e informação na escola...

Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: Licenciatura em Computação
Componente Curricular: Prática Pedagógica do Ensino da Computação VI
Professora: Ms.Maria do Rosário Gomes Germano
Aluno: Mércio Aurélio Almeida Vieira

PORTO, TANIA MARIA ESPERON. As tecnologias de comunicação e informação na escola; relações possíveis... relações construídas. Revista Brasileira de Educação v. 11 n. 31 jan./abr. 2006

            O texto “As tecnologias de comunicação e informação na escola; relações possíveis...relações construídas” é uma reflexão sobre o processo de educação na escola e a sua interação com as novas (e velhas) tecnologias que revolucionam a comunicação entre os indivíduos.
            A autora apresenta inicialmente o cenário moderno em que estão inseridos os estudantes de hoje, descrevendo as grandes dificuldades no processo de leitura e aprendizagem escolar, contrastando tal fato com a facilidade e a interação que estes jovens possuem ao realizar procedimentos complexos em, por exemplo, jogo eletrônicos, os games, que, mesmo não estando no idioma do jogador, este consegue jogá-lo sem maiores dificuldades.
            Sobre este aspecto, a autora propõe uma nova leitura do processo ensino-aprendizagem: utilizar as tecnologias de comunicação e informação no ensino escolar, unindo o clássico ao moderno, aproveitando o que há de melhor em ambos os modelos, sem que necessariamente haja uma ruptura entre estes.
            O potencial educativo das tecnologias modernas pode ser aproveitado no ensino escolar, pois os educadores não devem desprezar o aspecto sócio-cultural da geração contemporânea, que não aceita ser mero espectador, que necessita interagir com o texto, com sujeito deste. E esta necessidade é suprida pelos meios de comunicação tecnológicos, que associa não apenas símbolos (permitindo apenas uma leitura linear), mas imagens e recursos audiovisuais, havendo interação do individuo com outros indivíduos, e daquele com o próprio texto.
            Propõe ainda que as escolas adotem uma postura pedagógica educacional de utilização de tecnologias, envolvendo a coordenação de sentidos, combinando comunicações corporais, movimentações, percepções e sensações à leitura e à escrita.
            Para tanto, a autora desenvolve um processo de formação docente, que o convida a trabalhar com as linguagens comunicacionais e com abordagem de temas do cotidiano do discente.
            Conclui então que a escola, ao utilizar temas do cotidiano discente e linguagens tecnológicas e comunicacionais em processos de formação docente: trabalha com um material que faz parte do dia a dia dos sujeitos escolares e é agradável a eles; introduz a vida na escola, chegando por meio de textos imagéticos às inquietudes, interesses e dúvidas de professores e alunos sobre temas vitais; envolve os docentes em experimentações pedagógicas com novas linguagens; faz aflorar percepções e situações vividas no dia-a-dia, que interferem em sua prática profissional; • propicia aprendizagens para além das racionalidades, envolvendo sensibilidade, intuição, emoção e desejo; possibilita interação entre os professores, destes com os estudantes, e de ambos com os conhecimentos escolares e as tecnologias; aumenta o poder de decisão e de criação dos sujeitos; colabora não só com a formação do sujeito crítico, mas conduz à formação do cidadão crítico.
            TANIA MARIA ESPERON PORTO, é doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), é professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Foi coordenadora do GT 16 Educação e Comunicação da ANPEd, no período de 2002 a 2004. Suas principais publicações são: A televisão na escola... afinal que pedagogia é esta? (Araraquara, SP: JM Editora, 2000); Medios de comunicación y formación en servicio de los docentes (Comunicar, Huelva/Espanha, n. 18, p. 53-59, 2002); A comunicação na escola e a formação do professor em ação (In: PORTO, T. M. E. (Org.). Redes em construção: meios de comunicação e práticas educativas. Araraquara: JM Editora, 2003).
            O tema trazido á tona no texto XXXX traz para nós uma necessária reflexão sobre o ensino escolar, pois nos submete a contrapor valores e tradições que muitas vezes se tornam verdadeiros obstáculos ao processo de aprendizagem do aluno.
            O mundo contemporâneo tornou-se cada vez mais veloz, com um bomberdeio de informações que reflete nas relações entre os indivíduos, não apenas no aspecto afetivo, mas também no aspecto profissional.
            Assim, são pertinente e reais as afirmações da autora no que diz respeito às tecnologias de comunicação: elas não são nem ruins, nem boas, nem tampouco neutras. Na verdade, tudo depende do uso que fazemos delas.
            E, no que se trata de ensino escolar, ha uma gama de possibilidades. Não estamos falando do mero uso de um recurso tecnológico, isto por si só não resolve o problema. Estamos falando, com o próprio texto sugere, de um uso efetivo e racional destes recursos, interagindo com os meios de comunicação disponíveis e também abordando temas do cotidiano do aluno.
            É bem verdade que a proposta pedagógica da autora representa para muitas escolas um verdadeiro desafio, em alguns casos, trata-se de uma utopia. Não podemos desprezar o fato que um grande número de escolas no nosso país não tem professores qualificados para o desempenho do magistério, muitos não possuem curso superior.
            Então, realiza o processo de formação docente que descreve a autora, não apenas exige verba financeira para tanto, como tampem suporte humano (profissionais qualificados) para a capacitação dos professores em atividade.
            Entretanto, é preciso ressaltar que dificuldades existem, mas isto não deve ser o motivo para a nossa inércia. Sem dúvidas, as propostas da autora são de estrema relevância para o desenvolvimento de uma pedagogia moderna e eficiente, que atenda aos anseios dos alunos contemporâneos, do mercado de trabalho e que valorize ao mesmo tempo a interação professor-aluno, como construtores do saber. Por tudo isso, vençamos as dificuldades com nossa coragem e perseverança.














BULLING NO CIBERESPAÇO



Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: Licenciatura em Computação
Componente Curricular: Prática Pedagógica do Ensino da Computação VI
Professora: Ms.Maria do Rosário Gomes Germano
Aluno: Mércio Aurélio Almeida Vieira


TEXTO 1 - BULLING NO CIBERESPAÇO


Primeiro caso:
'Rodeio' teve até comunidade no Orkut
Cerca de 50 estudantes da UNESP (Universidade Estadual Paulista) promoveram um "Rodeio das Gordas" durante os jogos universitários realizados em Araraquara entre os dias 10 e 13 deste mês.

A estudante de psicologia Mayara Curcio, 20, uma das vítimas dos ‘peões’, disse que o rodeio foi uma disputa para quem agarrasse e ficasse mais tempo com as garotas mais gordas. Houve quem gritasse: "Gorda! Gorda!"
Roberto Negrini, estudante de engenharia biotecnológica do campus de Assis e um dos organizadores do bulliyng, abriu no Orkut uma comunidade para que os ‘peões’ relatassem sua experiência com o ‘rodeio’.

Participantes da comunidade sugeriram a realização do 2º Rodeio das Gordas, só que mais bem organizado, com a avaliação do desempenho dos 'peões' e a concessão de troféus aos que se destacarem.

A comunidade foi deletada por causa das manifestações de repúdio ao 'rodeio'.

A advogada Fernanda Nigro, que participou em Assis de um protesto contra a agressão e preconceito, informou que uma das vítimas ficou tão abalada que teme ser chamada de “a gorda do rodeio”. Na faculdade, cartazes comparam os organizadores do 'rodeio' aos estudantes da Uniban (Universidade Bandeirante) que hostilizaram a estudante Geisy Arruda por estar usando um vestido curto.

Ivan Esperança, vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, prometeu “estudar medidas disciplinares", mas sem adotar um “processo inquisitório”.

Negrini disse que tudo não passou de uma brincadeira, mas admitiu estar arrependido. Afirmou que, como autopunição, está disposto a ajudar na organização de um encontro anual no campus de Assis que discuta a violência contra a mulher, entre outros assuntos.

Com informação da Folha de S.Paulo.


Comentário crítico do primeiro caso:

            Neste primeiro caso podemos observar dois fatores, o primeiro é que é praticado e sofrido por jovens universitários, ou seja, não tem aquela desculpa de ser brincadeira de criança, segundo, podemos observar que se trata de um caso de bullying no mundo real, mas, tal caso se expande e atinge o mundo virtual, onde uma vez postado na internet, à notícia se espalha como um “câncer”, mesmo a justiça interditando um site ou outro, sempre terá links paralelos, causando grandes traumas e frustações na vítima.
            No final deste documentário o responsável pelo evento diz se arrepender e propõem-se a realizar um encontro anual para discutir a violência contra a mulher. A ideia do encontro foi boa, mas porque apenas sobre a violência da mulher? Ate porque foi muito mais um caso de bullying, e os gordinhos, os baixinhos e todos os outros tipos de vitimas de bullying como é que fica?
            Realmente o senhor vice-diretor Ivan Esperança tem que estudar bastante as “medidas disciplinares”.


Segundo caso:








Meninas do 7º ano da escola estadual Domingos João Batista Spinelli, em Ribeirão Preto, a 319 km de São Paulo, se organizaram por intermédio de uma comunidade do Orkut, a Bonde do Capeta, para agredir as colegas estudiosas e bonitas. Só seria aceita na comunidade quem batesse em alguém.



Elas atacaram pelo menos oito colegas. Uma destas, de 13 anos, apanhou duas vezes, e o seu corpo ficou marcado por hematomas. A informação é da EPTV.
A comunidade foi deletada, mas a polícia tem uma cópia.
Oito das supostas agressoras, acompanhadas pelos pais, tiveram de comparecer à delegacia.

Vítimas do "Bonde do Capeta" sofrem ameaças

Alunas da escola estadual Domingos João Baptista Spinelli, em Ribeirão Preto, que se dizem vítimas de ameaças de um grupo de meninas apelidado de "Bonde do Capeta", afirmaram que a intimidação continua, mesmo depois que elas denunciaram o caso à polícia.

Algumas contaram que passaram a frequentar as aulas pela manhã, que choram todos os dias e que não andam mais sozinhas.

O grupo "Bonde do Capeta", segundo a denúncia, ameaçava pela internet meninas da escola que eram bonitas e estudiosas. Uma delas foi espancada. As agressoras e as vítimas têm entre 11 e 15 anos.

Ontem à tarde, o promotor da Infância e Juventude, Naul Felca, ouviu oito supostas vítimas. Uma delas, de 13 anos, contou ter sido agredida duas vezes. Na última, diz, apanhou de dez garotas do "bonde" dentro da escola.

A menina passou a estudar de manhã. "Ainda me ameaçam, dizem que vão terminar o serviço e que não é para dar entrevistas à imprensa. Estou com medo. Não fico sozinha, só ando com várias amigas."

Outra garota, de 11 anos, leu um recado na lousa: "Dá tchau para sua mãe porque você não vai voltar viva." "Já falei para a minha mãe que não quero mais voltar para a escola. Choro todo dia", disse.

A direção da escola vai transferir as acusadas para outros estabelecimentos. Elas também vão ter de cumprir medidas socioeducativas.

O promotor disse que irá ouvir também a direção da escola e os professores sobre as supostas ameaças. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou que cinco supostas integrantes do grupo foram transferidas para outras escolas.




Comentário crítico do segundo caso:


            Neste segundo caso podemos observar que a historia já se passa na escola onde crianças estudantes do 7° ano criam uma comunidade no Orkut onde para participar o pretendente tem que agredir alguém, que geralmente são alunas inteligentes ou bonitas em resumo “populares”. Neste caso a agressão é física, pelo perfil dos dois grupos, pode-se dizer que as atuais agressoras podem ter sido vitimas de bullying, sendo elas não tão inteligentes ou bonitas como as do outro grupo restando como vingança à agressão física.
            Transferir de estabelecimento? Pra quê? Pra punirem outras meninas e assim por diante?






Terceiro caso:


Ameaça no Orkut faz escola instalar detector de metais
Estudante da Paraíba se dizia intimidado e segurava armas em foto no Orkut.
Polícia já o identificou e disse que escola não corre mais riscos.
Fernanda Bassette e Luciana Rossetto Do G1, em São Paulo



Descrição: http://g1.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif
Reprodução
Jovem aparece armado, se diz vítima de bullying e ameaça escola na Paraíba (Foto: Reprodução).

Uma escola particular de João Pessoa, na Paraíba, instalou detectores de metais depois de receber uma ameaça virtual. Em uma página no site de relacionamentos Orkut, um jovem, vestido com o uniforme da instituição e segurando duas armas, afirmava ser vítima de bullying (intimidação na escola) e, de forma velada, dizia que seria violento para resolver o problema, inclusive usando armas de calibre pesado. A ameaça tinha até data para acontecer: terça-feira (25).

O caso foi parar na polícia e nesta quarta-feira (26) um aluno confessou à direção pedagógica da escola ser o autor das ameaças. 

De acordo com o diretor da escola, Karamuh Martins, o aluno avisou por e-mail que estava arrependido do ato. "Ele se identificou, avisou que tinha jogado as armas e o capuz no Rio Jaguaribe e contou que as armas eram de brinquedo", afirmou. "O aluno agora vai se afastar da escola e o caso está nas mãos da Justiça."
"As faltas são normais porque a preocupação dos pais existe, eles têm todo o direito e precisam se assegurar", disse Sônia, em entrevista ao G1 por telefone.

Almir Serrano, 49, pai de um aluno do colégio, disse que seu filho chegou a casa e comentou as ameaças do Orkut. "A preocupação foi imediata, principalmente por causa da violência que vemos diariamente na televisão. Procurei a escola e quis saber quais providências seriam tomadas", disse.

O pai concordou com a atitude do colégio em passar o caso para a polícia e colocar detectores de metal na porta. "Não vejo constrangimento nenhum. Qualquer medida que seja tomada para garantir a integridade física de alunos e funcionários será muito bem-vinda", disse ele, que paga cerca de R$ 500 de mensalidade.

Reprodução
Perfil do jovem no Orkut, que saiu do ar, fazia ameaças ao colégio (Foto: Reprodução).
De acordo com Sônia, as ameaças do jovem começaram com cartas anônimas, que pediam que a escola fizesse um trabalho sobre bullying com os estudantes. "Não é nosso costume atender aos pedidos de cartas anônimas, mas, como traria benefícios para os nossos alunos, resolvemos prestar esclarecimentos sobre o assunto", disse Sônia.

Em um dos relatos em uma página do Orkut, que foi retirada do ar, o jovem diz que o bullying toma conta da instituição e que é "insuportável à falta de respeito entre colegas que se dizem amigos". Em outro caso, numa comunidade, o jovem afirma que fez uma proposta à escola, mas que ela não foi colocada em prática. "Se o colégio não cumprir o que informei, irei recorrer a [sic] violência sob qualquer circunstância (...). Possuímos armas automáticas e semiautomáticas e pistolas .45 que estaremos prontos para usar caso o projeto não for [sic] colocado em prática urgente".

Os profissionais da escola passaram de sala em sala explicando o conceito de bullying e fizeram apelos para que a pessoa que se sentisse constrangida procurasse a direção. A diretoria tomaria as providências necessárias.

Descrição: http://g1.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif
Reprodução
Em comunidade no Orkut, jovem diz ter pistolas .45 (Foto: Reprodução)
"Tudo foi feito de forma pedagógica e educativa, porque esclarecer essa questão era um benefício. Mas a pessoa começou a fazer ameaças por e-mail. Eu queria que ele indicasse nomes, procurasse um psicólogo, fizesse um tratamento, mas não tive êxito. A partir daí, pedimos ajuda à polícia", contou.
Segundo Airton Ferraz, secretário adjunto da Secretaria da Segurança Pública do Estado da Paraíba, esta é a primeira vez que um caso desse tipo chega à polícia.
  .                                          
"O jovem que fez as ameaças disse que teve essa reação porque estava sendo vítima de bullying pelos colegas da escola", disse Ferraz. De acordo com o secretário, o inquérito deverá ser concluído em dez dias e será encaminhado para o Ministério Público Estadual, que avaliará o que deve ser feito.

Comentário crítico do terceiro caso:

Neste terceiro caso vimos uma coisa bem diferente, onde a vítima de bullyng ameaça não a sua vida, mas a dos praticantes de bullying, este fato diferi do primeiro caso, pois a vitima também se torna praticante na medita em que faz as ameaças com armas no seu perfil do Orkut.


Nativos e Imigrantes Digitais




Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: Licenciatura em Computação
Componente Curricular: Prática Pedagógica do Ensino da Computação VI
Professora: Ms.Maria do Rosário Gomes Germano
                                        Aluno: Mércio Aurélio Almeida Vieira

Texto 8 – Entrevista Nestor Garcia Canclini – Atividade – Elabore um texto a partir das idéias de Presky e Canclini sobre Nativos e Imigrantes Digitais


                                            Nativos e Imigrantes Digitais



 Segundo Marc Prensky, o mundo é divido pelos nativos e os imigrantes digitais. Os nativos são aqueles que já nasceram em um mundo submerso pelas novas TICs e os imigrantes são as pessoas que nasceram em um período anterior ou no início do surgimento das novas tecnologias.
Os imigrantes acabem por se adaptar neste mundo, porém ainda encontram algumas dificuldades ou não possuem todos os hábitos para sobreviver no mundo digital. Ao contrário dos imigrantes, os nativos encaram o mundo digital de maneira diferente: conseguem fazer várias atividades simultâneas com o computador; encaram o mundo "virtual" com uma extensão do mundo "real" conseguem ler diretamente na tela do computador; consideram e confiam na Internet como uma fonte segura de informações. Desta forma, os nativos constroem os conhecimentos de maneira totalmente diferente dos imigrantes. Imigrantes aprendem de forma linear (começo, meio e fim). Já os nativos, por causa do uso constante da Internet e da navegação pelos hipertextos, aprendem de forma não linear.
Por isso é importante que os professores pensem novos modelos metodológicos de ensino-aprendizagem que atendam a demanda dos nativos, já que o modelo tradicional se torna incompatível com o perfil deste. Para isto, os professores devem sair da era pré-digital, e passarem a serem imigrantes digitais, e como todo imigrante possui seu “sotaque”, neste caso o pé no passado, é importantíssimo à interação com os alunos para construção de conceitos e ferramentas nativas digitais construindo novos modelos metodológicos de ensino-aprendizagem.

Nativo ou Imigrante?

Se você já viu as postagens anteriores e tem dúvidas se é um nativo ou um imigrante digital, aqui vai um Quiz elaborado pela revista Época onde você responderá algumas perguntas e com base nas suas respostas o Quiz mostrará suas chances de ser nativo ou imigrante.


http://editora.globo.com/pesquisas/quiz_epoca_070907.htm