terça-feira, 21 de dezembro de 2010

BULLING NO CIBERESPAÇO



Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: Licenciatura em Computação
Componente Curricular: Prática Pedagógica do Ensino da Computação VI
Professora: Ms.Maria do Rosário Gomes Germano
Aluno: Mércio Aurélio Almeida Vieira


TEXTO 1 - BULLING NO CIBERESPAÇO


Primeiro caso:
'Rodeio' teve até comunidade no Orkut
Cerca de 50 estudantes da UNESP (Universidade Estadual Paulista) promoveram um "Rodeio das Gordas" durante os jogos universitários realizados em Araraquara entre os dias 10 e 13 deste mês.

A estudante de psicologia Mayara Curcio, 20, uma das vítimas dos ‘peões’, disse que o rodeio foi uma disputa para quem agarrasse e ficasse mais tempo com as garotas mais gordas. Houve quem gritasse: "Gorda! Gorda!"
Roberto Negrini, estudante de engenharia biotecnológica do campus de Assis e um dos organizadores do bulliyng, abriu no Orkut uma comunidade para que os ‘peões’ relatassem sua experiência com o ‘rodeio’.

Participantes da comunidade sugeriram a realização do 2º Rodeio das Gordas, só que mais bem organizado, com a avaliação do desempenho dos 'peões' e a concessão de troféus aos que se destacarem.

A comunidade foi deletada por causa das manifestações de repúdio ao 'rodeio'.

A advogada Fernanda Nigro, que participou em Assis de um protesto contra a agressão e preconceito, informou que uma das vítimas ficou tão abalada que teme ser chamada de “a gorda do rodeio”. Na faculdade, cartazes comparam os organizadores do 'rodeio' aos estudantes da Uniban (Universidade Bandeirante) que hostilizaram a estudante Geisy Arruda por estar usando um vestido curto.

Ivan Esperança, vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, prometeu “estudar medidas disciplinares", mas sem adotar um “processo inquisitório”.

Negrini disse que tudo não passou de uma brincadeira, mas admitiu estar arrependido. Afirmou que, como autopunição, está disposto a ajudar na organização de um encontro anual no campus de Assis que discuta a violência contra a mulher, entre outros assuntos.

Com informação da Folha de S.Paulo.


Comentário crítico do primeiro caso:

            Neste primeiro caso podemos observar dois fatores, o primeiro é que é praticado e sofrido por jovens universitários, ou seja, não tem aquela desculpa de ser brincadeira de criança, segundo, podemos observar que se trata de um caso de bullying no mundo real, mas, tal caso se expande e atinge o mundo virtual, onde uma vez postado na internet, à notícia se espalha como um “câncer”, mesmo a justiça interditando um site ou outro, sempre terá links paralelos, causando grandes traumas e frustações na vítima.
            No final deste documentário o responsável pelo evento diz se arrepender e propõem-se a realizar um encontro anual para discutir a violência contra a mulher. A ideia do encontro foi boa, mas porque apenas sobre a violência da mulher? Ate porque foi muito mais um caso de bullying, e os gordinhos, os baixinhos e todos os outros tipos de vitimas de bullying como é que fica?
            Realmente o senhor vice-diretor Ivan Esperança tem que estudar bastante as “medidas disciplinares”.


Segundo caso:








Meninas do 7º ano da escola estadual Domingos João Batista Spinelli, em Ribeirão Preto, a 319 km de São Paulo, se organizaram por intermédio de uma comunidade do Orkut, a Bonde do Capeta, para agredir as colegas estudiosas e bonitas. Só seria aceita na comunidade quem batesse em alguém.



Elas atacaram pelo menos oito colegas. Uma destas, de 13 anos, apanhou duas vezes, e o seu corpo ficou marcado por hematomas. A informação é da EPTV.
A comunidade foi deletada, mas a polícia tem uma cópia.
Oito das supostas agressoras, acompanhadas pelos pais, tiveram de comparecer à delegacia.

Vítimas do "Bonde do Capeta" sofrem ameaças

Alunas da escola estadual Domingos João Baptista Spinelli, em Ribeirão Preto, que se dizem vítimas de ameaças de um grupo de meninas apelidado de "Bonde do Capeta", afirmaram que a intimidação continua, mesmo depois que elas denunciaram o caso à polícia.

Algumas contaram que passaram a frequentar as aulas pela manhã, que choram todos os dias e que não andam mais sozinhas.

O grupo "Bonde do Capeta", segundo a denúncia, ameaçava pela internet meninas da escola que eram bonitas e estudiosas. Uma delas foi espancada. As agressoras e as vítimas têm entre 11 e 15 anos.

Ontem à tarde, o promotor da Infância e Juventude, Naul Felca, ouviu oito supostas vítimas. Uma delas, de 13 anos, contou ter sido agredida duas vezes. Na última, diz, apanhou de dez garotas do "bonde" dentro da escola.

A menina passou a estudar de manhã. "Ainda me ameaçam, dizem que vão terminar o serviço e que não é para dar entrevistas à imprensa. Estou com medo. Não fico sozinha, só ando com várias amigas."

Outra garota, de 11 anos, leu um recado na lousa: "Dá tchau para sua mãe porque você não vai voltar viva." "Já falei para a minha mãe que não quero mais voltar para a escola. Choro todo dia", disse.

A direção da escola vai transferir as acusadas para outros estabelecimentos. Elas também vão ter de cumprir medidas socioeducativas.

O promotor disse que irá ouvir também a direção da escola e os professores sobre as supostas ameaças. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou que cinco supostas integrantes do grupo foram transferidas para outras escolas.




Comentário crítico do segundo caso:


            Neste segundo caso podemos observar que a historia já se passa na escola onde crianças estudantes do 7° ano criam uma comunidade no Orkut onde para participar o pretendente tem que agredir alguém, que geralmente são alunas inteligentes ou bonitas em resumo “populares”. Neste caso a agressão é física, pelo perfil dos dois grupos, pode-se dizer que as atuais agressoras podem ter sido vitimas de bullying, sendo elas não tão inteligentes ou bonitas como as do outro grupo restando como vingança à agressão física.
            Transferir de estabelecimento? Pra quê? Pra punirem outras meninas e assim por diante?






Terceiro caso:


Ameaça no Orkut faz escola instalar detector de metais
Estudante da Paraíba se dizia intimidado e segurava armas em foto no Orkut.
Polícia já o identificou e disse que escola não corre mais riscos.
Fernanda Bassette e Luciana Rossetto Do G1, em São Paulo



Descrição: http://g1.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif
Reprodução
Jovem aparece armado, se diz vítima de bullying e ameaça escola na Paraíba (Foto: Reprodução).

Uma escola particular de João Pessoa, na Paraíba, instalou detectores de metais depois de receber uma ameaça virtual. Em uma página no site de relacionamentos Orkut, um jovem, vestido com o uniforme da instituição e segurando duas armas, afirmava ser vítima de bullying (intimidação na escola) e, de forma velada, dizia que seria violento para resolver o problema, inclusive usando armas de calibre pesado. A ameaça tinha até data para acontecer: terça-feira (25).

O caso foi parar na polícia e nesta quarta-feira (26) um aluno confessou à direção pedagógica da escola ser o autor das ameaças. 

De acordo com o diretor da escola, Karamuh Martins, o aluno avisou por e-mail que estava arrependido do ato. "Ele se identificou, avisou que tinha jogado as armas e o capuz no Rio Jaguaribe e contou que as armas eram de brinquedo", afirmou. "O aluno agora vai se afastar da escola e o caso está nas mãos da Justiça."
"As faltas são normais porque a preocupação dos pais existe, eles têm todo o direito e precisam se assegurar", disse Sônia, em entrevista ao G1 por telefone.

Almir Serrano, 49, pai de um aluno do colégio, disse que seu filho chegou a casa e comentou as ameaças do Orkut. "A preocupação foi imediata, principalmente por causa da violência que vemos diariamente na televisão. Procurei a escola e quis saber quais providências seriam tomadas", disse.

O pai concordou com a atitude do colégio em passar o caso para a polícia e colocar detectores de metal na porta. "Não vejo constrangimento nenhum. Qualquer medida que seja tomada para garantir a integridade física de alunos e funcionários será muito bem-vinda", disse ele, que paga cerca de R$ 500 de mensalidade.

Reprodução
Perfil do jovem no Orkut, que saiu do ar, fazia ameaças ao colégio (Foto: Reprodução).
De acordo com Sônia, as ameaças do jovem começaram com cartas anônimas, que pediam que a escola fizesse um trabalho sobre bullying com os estudantes. "Não é nosso costume atender aos pedidos de cartas anônimas, mas, como traria benefícios para os nossos alunos, resolvemos prestar esclarecimentos sobre o assunto", disse Sônia.

Em um dos relatos em uma página do Orkut, que foi retirada do ar, o jovem diz que o bullying toma conta da instituição e que é "insuportável à falta de respeito entre colegas que se dizem amigos". Em outro caso, numa comunidade, o jovem afirma que fez uma proposta à escola, mas que ela não foi colocada em prática. "Se o colégio não cumprir o que informei, irei recorrer a [sic] violência sob qualquer circunstância (...). Possuímos armas automáticas e semiautomáticas e pistolas .45 que estaremos prontos para usar caso o projeto não for [sic] colocado em prática urgente".

Os profissionais da escola passaram de sala em sala explicando o conceito de bullying e fizeram apelos para que a pessoa que se sentisse constrangida procurasse a direção. A diretoria tomaria as providências necessárias.

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Reprodução
Em comunidade no Orkut, jovem diz ter pistolas .45 (Foto: Reprodução)
"Tudo foi feito de forma pedagógica e educativa, porque esclarecer essa questão era um benefício. Mas a pessoa começou a fazer ameaças por e-mail. Eu queria que ele indicasse nomes, procurasse um psicólogo, fizesse um tratamento, mas não tive êxito. A partir daí, pedimos ajuda à polícia", contou.
Segundo Airton Ferraz, secretário adjunto da Secretaria da Segurança Pública do Estado da Paraíba, esta é a primeira vez que um caso desse tipo chega à polícia.
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"O jovem que fez as ameaças disse que teve essa reação porque estava sendo vítima de bullying pelos colegas da escola", disse Ferraz. De acordo com o secretário, o inquérito deverá ser concluído em dez dias e será encaminhado para o Ministério Público Estadual, que avaliará o que deve ser feito.

Comentário crítico do terceiro caso:

Neste terceiro caso vimos uma coisa bem diferente, onde a vítima de bullyng ameaça não a sua vida, mas a dos praticantes de bullying, este fato diferi do primeiro caso, pois a vitima também se torna praticante na medita em que faz as ameaças com armas no seu perfil do Orkut.


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