terça-feira, 21 de dezembro de 2010

resenha: As tecnologias de comunicação e informação na escola...

Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: Licenciatura em Computação
Componente Curricular: Prática Pedagógica do Ensino da Computação VI
Professora: Ms.Maria do Rosário Gomes Germano
Aluno: Mércio Aurélio Almeida Vieira

PORTO, TANIA MARIA ESPERON. As tecnologias de comunicação e informação na escola; relações possíveis... relações construídas. Revista Brasileira de Educação v. 11 n. 31 jan./abr. 2006

            O texto “As tecnologias de comunicação e informação na escola; relações possíveis...relações construídas” é uma reflexão sobre o processo de educação na escola e a sua interação com as novas (e velhas) tecnologias que revolucionam a comunicação entre os indivíduos.
            A autora apresenta inicialmente o cenário moderno em que estão inseridos os estudantes de hoje, descrevendo as grandes dificuldades no processo de leitura e aprendizagem escolar, contrastando tal fato com a facilidade e a interação que estes jovens possuem ao realizar procedimentos complexos em, por exemplo, jogo eletrônicos, os games, que, mesmo não estando no idioma do jogador, este consegue jogá-lo sem maiores dificuldades.
            Sobre este aspecto, a autora propõe uma nova leitura do processo ensino-aprendizagem: utilizar as tecnologias de comunicação e informação no ensino escolar, unindo o clássico ao moderno, aproveitando o que há de melhor em ambos os modelos, sem que necessariamente haja uma ruptura entre estes.
            O potencial educativo das tecnologias modernas pode ser aproveitado no ensino escolar, pois os educadores não devem desprezar o aspecto sócio-cultural da geração contemporânea, que não aceita ser mero espectador, que necessita interagir com o texto, com sujeito deste. E esta necessidade é suprida pelos meios de comunicação tecnológicos, que associa não apenas símbolos (permitindo apenas uma leitura linear), mas imagens e recursos audiovisuais, havendo interação do individuo com outros indivíduos, e daquele com o próprio texto.
            Propõe ainda que as escolas adotem uma postura pedagógica educacional de utilização de tecnologias, envolvendo a coordenação de sentidos, combinando comunicações corporais, movimentações, percepções e sensações à leitura e à escrita.
            Para tanto, a autora desenvolve um processo de formação docente, que o convida a trabalhar com as linguagens comunicacionais e com abordagem de temas do cotidiano do discente.
            Conclui então que a escola, ao utilizar temas do cotidiano discente e linguagens tecnológicas e comunicacionais em processos de formação docente: trabalha com um material que faz parte do dia a dia dos sujeitos escolares e é agradável a eles; introduz a vida na escola, chegando por meio de textos imagéticos às inquietudes, interesses e dúvidas de professores e alunos sobre temas vitais; envolve os docentes em experimentações pedagógicas com novas linguagens; faz aflorar percepções e situações vividas no dia-a-dia, que interferem em sua prática profissional; • propicia aprendizagens para além das racionalidades, envolvendo sensibilidade, intuição, emoção e desejo; possibilita interação entre os professores, destes com os estudantes, e de ambos com os conhecimentos escolares e as tecnologias; aumenta o poder de decisão e de criação dos sujeitos; colabora não só com a formação do sujeito crítico, mas conduz à formação do cidadão crítico.
            TANIA MARIA ESPERON PORTO, é doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), é professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Foi coordenadora do GT 16 Educação e Comunicação da ANPEd, no período de 2002 a 2004. Suas principais publicações são: A televisão na escola... afinal que pedagogia é esta? (Araraquara, SP: JM Editora, 2000); Medios de comunicación y formación en servicio de los docentes (Comunicar, Huelva/Espanha, n. 18, p. 53-59, 2002); A comunicação na escola e a formação do professor em ação (In: PORTO, T. M. E. (Org.). Redes em construção: meios de comunicação e práticas educativas. Araraquara: JM Editora, 2003).
            O tema trazido á tona no texto XXXX traz para nós uma necessária reflexão sobre o ensino escolar, pois nos submete a contrapor valores e tradições que muitas vezes se tornam verdadeiros obstáculos ao processo de aprendizagem do aluno.
            O mundo contemporâneo tornou-se cada vez mais veloz, com um bomberdeio de informações que reflete nas relações entre os indivíduos, não apenas no aspecto afetivo, mas também no aspecto profissional.
            Assim, são pertinente e reais as afirmações da autora no que diz respeito às tecnologias de comunicação: elas não são nem ruins, nem boas, nem tampouco neutras. Na verdade, tudo depende do uso que fazemos delas.
            E, no que se trata de ensino escolar, ha uma gama de possibilidades. Não estamos falando do mero uso de um recurso tecnológico, isto por si só não resolve o problema. Estamos falando, com o próprio texto sugere, de um uso efetivo e racional destes recursos, interagindo com os meios de comunicação disponíveis e também abordando temas do cotidiano do aluno.
            É bem verdade que a proposta pedagógica da autora representa para muitas escolas um verdadeiro desafio, em alguns casos, trata-se de uma utopia. Não podemos desprezar o fato que um grande número de escolas no nosso país não tem professores qualificados para o desempenho do magistério, muitos não possuem curso superior.
            Então, realiza o processo de formação docente que descreve a autora, não apenas exige verba financeira para tanto, como tampem suporte humano (profissionais qualificados) para a capacitação dos professores em atividade.
            Entretanto, é preciso ressaltar que dificuldades existem, mas isto não deve ser o motivo para a nossa inércia. Sem dúvidas, as propostas da autora são de estrema relevância para o desenvolvimento de uma pedagogia moderna e eficiente, que atenda aos anseios dos alunos contemporâneos, do mercado de trabalho e que valorize ao mesmo tempo a interação professor-aluno, como construtores do saber. Por tudo isso, vençamos as dificuldades com nossa coragem e perseverança.














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